Teste inovador para detecção do HPV no SUS

Médico especialista afirma que novo teste gera  mais conforto e segurança para as pacientes. 

O Ministério da Saúde integrou ao Sistema Único de Saúde (SUS) o teste que utiliza de tecnologia molecular para detecção do vírus HPV e rastreamento do câncer de colo de útero. Para o médico Eduardo Cunha, membro da diretoria da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), essa inovação oferece inúmeras vantagens para as mulheres, entre elas o maior espaçamento de tempo entre os exames, o que pode gerar maior aceitação por parte das pacientes.

Segundo Eduardo Cunha, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o teste, que deve contribuir para desafogar o sistema de saúde, havendo uma maior atenção para as mulheres com algum tipo de alteração nos exames. Ele gera mais conforto e segurança para as pacientes, por ser do tipo PCR (reação em cadeia de polimerase), além de integrar as ações para eliminação do câncer de colo de útero.

“Essa testagem gera um enorme ganho para as pacientes, que passam a ter acesso a um exame seguro, automatizado e com intervalo de tempo maior (a cada cinco anos). Embora já esteja disponível na rede privada de saúde, ele não é acessível para todas as mulheres pelo alto custo, que pode variar de R$600 a R$900”.

O médico destaca ainda que, embora possa eventualmente substituir o Papanicolau, são métodos complementares.

CÂNCER DE COLO DE ÚTERO

O câncer de colo uterino é causado pelo papiloma vírus humano, e as fases iniciais da doença têm tratamento e podem ser descobertas por meio do exame Papanicolau. Somente no Brasil, cerca de 17 mil mulheres são diagnosticadas com a doença todos os anos, segundo o Ministério da Saúde. Mulheres negras, pobres e com baixa escolaridade são as principais vítimas do câncer, que é o quarto tipo mais comum e, também, a quarta causa de morte em mulheres com idade fértil.