A vacinação em mulheres é uma ação essencial em todas as fases da vida, desde a adolescência até o climatério. Ela protege contra doenças imunopreveníveis e ainda contribui para a saúde da comunidade.
Por isso, é fundamental que as mulheres estejam com o cartão vacinal atualizado, especialmente em momentos como a gestação, o puerpério ou situações clínicas especiais. A seguir, você vai encontrar informações sobre a vacinação em mulheres, e tudo o que precisa saber sobre este assunto tão importante. Acompanhe a leitura!
A vacinação de rotina da mulher
A vacinação de rotina visa garantir proteção contra doenças imunopreveníveis ao longo de toda a vida. A vacinação em mulheres adultas deve considerar o histórico vacinal, idade, comorbidades, situações de exposição, entre outros fatores.
A vacina contra a hepatite B é indicada para mulheres não vacinadas previamente ou sem comprovação vacinal. O esquema é de 3 doses (0 – 1 – 6 meses). Já a vacina dupla adulto (dT) é recomendada com reforço a cada 10 anos. Caso a mulher nunca tenha sido vacinada, deve receber 3 doses.
A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) deve ser aplicada em mulheres suscetíveis, principalmente as em idade fértil. Já a vacina contra a febre amarela é indicada em dose única para residentes ou viajantes para áreas de recomendação.
Essas imunizações, disponíveis nos postos de saúde, formam a base da vacinação em mulheres em situação de rotina. Por isso, é essencial que as mulheres procurem os serviços de saúde para atualizar sua situação vacinal, protegendo a si mesmas e também a comunidade ao redor.
Vacinação na gravidez
A vacinação na gestação tem como objetivo proteger a gestante e o recém-nascido. A vacinação em mulheres grávidas segue esquemas seguros e específicos. Estão indicadas durante a gravidez:
- Vacina dTpa: uma dose a cada gestação, a partir da 20ª semana, preferencialmente entre 27 e 36 semanas. Se a dTpa não estiver disponível, pode-se usar a dT.
- Vacina contra hepatite B: completar o esquema se incompleto.
- Vacina contra influenza (gripe): uma dose em qualquer trimestre da gestação, de acordo com a campanha anual.
- Vacina de COVID: recomendação de 1 vez ao ano
- Vacina do vírus sincicial respiratório: o Conitec aprovou aincorporacao no programa nacional de imunizações em fevereiro de 2025; entretanto ainda não há data para início da distribuição e definição da idade gestacional da vacinação
Vacinas de vírus vivos, como a tríplice viral, varicela e febre amarela, são contraindicadas durante a gestação, exceto em situações especiais de risco epidemiológico, sempre com avaliação individualizada.
A vacinação em mulheres grávidas é segura e eficaz, reduzindo riscos para a mãe e para o bebê. O pré-natal é o momento ideal para revisar e aplicar as vacinas necessárias. Por isso, a equipe de saúde deve avaliar criteriosamente o histórico vacinal e as condições clínicas da gestante.
Vacinação da puérpera
A vacinação no puerpério (até 45 dias após o parto) é uma oportunidade para atualizar vacinas contraindicadas durante a gravidez. A vacinação em mulheres nesse período também protege o bebê, especialmente contra coqueluche, uma vez que a mãe vacinada reduz a chance de transmissão.
As vacinas indicadas são:
- dTpa: caso não tenha sido aplicada na gestação, deve ser administrada o quanto antes após o parto.
- Tríplice viral, varicela e febre amarela: caso não tenham sido administradas anteriormente, desde que não haja contraindicação.
- Vacina contra influenza (gripe): uma dose caso não tenha sido aplicada na gestação
A vacinação da puérpera também pode incluir outras vacinas, conforme avaliação da equipe de saúde, levando em conta histórico vacinal e situação epidemiológica. Além disso, é importante considerar o aleitamento materno, que não contraindica a aplicação da maioria das vacinas. Manter a vacinação em mulheres atualizada nesse período protege não só a mãe, mas também o recém-nascido, que ainda não completou seu próprio esquema vacinal.
Vacinação em mulheres em situações especiais
Algumas mulheres necessitam de esquemas especiais de vacinação, como aquelas com imunossupressão, doenças crônicas, HIV, transplantadas, entre outras condições clínicas. A vacinação em mulheres nessas situações deve seguir protocolos específicos.
Em mulheres imunocomprometidas, vacinas com vírus vivos (como a tríplice viral, varicela e febre amarela) estão contra-indicadas, salvo em situações excepcionais com avaliação médica. Já as vacinas inativadas são geralmente seguras e recomendadas, mesmo nesses casos.
Exemplos de vacinas recomendadas em situações especiais:
- Pneumocócicas (VPC13 e VPP23): para mulheres com doenças crônicas ou imunossupressão.
- Hepatite A e B: especialmente em pacientes com fígado comprometido.
- HPV: indicada até os 45 anos em imunossuprimidas, com três doses.
A equipe de saúde deve individualizar as recomendações com base nas necessidades da paciente, reforçando o papel fundamental da vacinação em mulheres com condições especiais. O objetivo é garantir proteção com segurança, ajustando os esquemas e doses conforme necessário.
Vacinação em mulheres em situação de exposição a agravos imunopreveníveis. Sugiro retirar
A vacinação em mulheres também é recomendada em situações de exposição a agentes infecciosos ou em contextos epidemiológicos específicos, como surtos ou contatos com pessoas infectadas. Nestes casos, a vacinação tem caráter preventivo ou pós-exposição. Por exemplo:
- Exposição ao tétano: dependendo do tipo de ferimento e histórico vacinal, pode ser necessário aplicar reforço com dT ou dTpa e, em alguns casos, soro antitetânico.
- Contato com hepatite A: a vacina pode ser aplicada como profilaxia pós-exposição em até 14 dias.
- Surto de sarampo ou rubéola: vacinação com tríplice viral conforme orientação.
A avaliação do risco e o tipo de contato são essenciais para definir a conduta. A rápida resposta com vacinação evita a disseminação da doença e protege a mulher e o coletivo. A vacinação em mulheres, nessas situações, deve ser ágil, segura e orientada por protocolos atualizados. O papel da equipe de saúde é fundamental para garantir que essas ações sejam eficazes e bem executadas.
A vacinação em mulheres é uma ferramenta poderosa de proteção individual e coletiva. Desde a rotina até situações especiais, ela representa o cuidado com a saúde e com o bem-estar das futuras gerações.
Manter o cartão vacinal atualizado, seguir as orientações médicas e procurar os serviços de saúde regularmente são atitudes que fortalecem a imunidade da mulher e reduzem o risco de doenças graves.
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