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27 de maio de 2025
MORTES MATERNAS EXPÕEM DESIGUALDADES NO ACESSO À SAÚDE

No Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna, SOGIMIG reforça a necessidade do debate sobre redução dos óbitos evitáveis.

O dia 28 de maio carrega o peso de uma realidade ainda crítica no Brasil: a mortalidade materna. Embora o país tenha reduzindo de 120 para cerca de 55 mortes a cada 100 mil nascidos vivos entre os anos 1990 e 2022,  de acordo com a médica Larissa Volpini, membro da diretoria da SOGIMIG (Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais), cerca de 90% das mortes maternas são evitáveis. Os dados mostram o quanto é preciso avançar, principalmente nas regiões com maior vulnerabilidade social e menor acesso à saúde de qualidade.

Entre os principais motivos que ainda levam mulheres à morte durante a gestação, parto ou pós-parto estão as síndromes hipertensivas e as hemorragias, principalmente a hemorragia pós-parto. “Essas duas causas se revezam no topo do ranking há anos. E o mais preocupante é que ambas são tratáveis quando há diagnóstico precoce, equipe capacitada e estrutura adequada”. Larissa ainda destaca três aspectos que poderiam evitar essas mortes:

  • Atraso em buscar ajuda: muitas vezes, a paciente ou o profissional da atenção primária não reconhece sinais de alerta, o que adia a busca por atendimento.
  • Atraso em chegar ao serviço de saúde: problemas geográficos, falta de transporte e estrutura dificultam o acesso físico à assistência.
  • Atraso no atendimento adequado: mesmo ao chegar a uma unidade de saúde, a mulher pode não receber o cuidado necessário por falhas na capacitação da equipe ou pela ausência de recursos adequados.

Para enfrentar esse cenário, Larissa defende ações em diferentes frentes: “É essencial investir na capacitação das equipes, melhorar a comunicação entre os diferentes níveis de atenção à saúde, garantir estrutura hospitalar adequada e fortalecer políticas públicas que ampliem o acesso ao pré-natal de qualidade”.

Caminhos para o futuro

Recentemente, o Ministério da Saúde lançou a Rede Alyne, uma estratégia nacional voltada à redução da mortalidade materna, inspirada no caso de Alyne, uma jovem que faleceu no Rio de Janeiro por falhas evitáveis no atendimento. A rede tem como objetivo principal diminuir as desigualdades e garantir uma assistência mais segura, integral e oportuna às mulheres.

“Cada morte precisa ser analisada com seriedade. É a partir dessa compreensão que podemos mudar realidades”, reforça Larissa.

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