Notícias
12 de março de 2026
Alerta para diagnóstico precoce da endometriose

Condição pode começar na adolescência, comprometer a fertilidade e afetar outros órgãos.

A endometriose é uma condição que pode provocar dor intensa, impacto na qualidade de vida e, em alguns casos, infertilidade. De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de prevalência é estimada entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva. Segundo o presidente do Comitê de Cirurgia e Endoscopia Ginecológica da SOGIMIG, Rodrigo Manieri Rocha, o problema pode surgir ainda na adolescência e não deve ser tratado como algo “normal”.

A endometriose é caracterizada pela formação de tecido que reveste o útero, fora da cavidade uterina, em outras regiões do corpo. Esse tecido pode se implantar nos ovários, no intestino, na bexiga e em estruturas profundas da pelve.

Entre os principais sintomas estão dor durante a menstruação, dor nas relações sexuais, dor para evacuar ou urinar, alterações intestinais como constipação ou diarreia e dificuldade para engravidar. Algumas mulheres podem não apresentar sintomas evidentes, o que reforça a importância do acompanhamento ginecológico regular.  “Hoje sabemos que a dor não deve ser considerada normal. Qualquer dor menstrual que cause incômodo e atrapalhe o dia a dia merece investigação”, destaca o especialista.

Apesar de historicamente considerada de difícil diagnóstico, a realidade vem mudando. “Com profissionais capacitados e o uso adequado do ultrassom transvaginal, é possível diagnosticar a endometriose com bastante eficiência”, afirma Rodrigo. A demora no diagnóstico, segundo ele, está mais relacionada ao acesso aos exames do que à ausência de métodos diagnósticos.

Embora tenha relação com a infertilidade, a maioria das mulheres com a condição engravida espontaneamente. Em casos mais avançados, alternativas como preservação da fertilidade, congelamento de óvulos ou embriões e técnicas de reprodução assistida podem ser consideradas. Além do sistema reprodutivo, a condição pode comprometer outros órgãos. Intestino, bexiga, ureter e, em situações mais raras, diafragma e nervos da pelve.

O tratamento inclui terapias hormonais para reduzir a atividade, cirurgia para remoção de lesões em casos específicos e medidas complementares como fisioterapia pélvica, atividade física, alimentação adequada e controle da dor. “É possível que a mulher tenha vida plena mesmo convivendo com a endometriose, desde que haja acompanhamento adequado”, explica.

Segundo o médico, dor pélvica recorrente não deve ser ignorada. “Dor não é normal! Não é normal sentir dor intensa na menstruação, dor na relação ou dificuldade importante no funcionamento do intestino ou da bexiga. É fundamental procurar avaliação especializada para identificar a causa e evitar sofrimento desnecessário”, conclui.

Compartilhar:
Você pode também interessar por essas matérias:
Notícias
7 de agosto de 2023
Desafios da paternidade tardia
Ler Mais
Notícias
17 de maio de 2024
XVI CMGO – 2º Dia
Ler Mais
Notícias
7 de abril de 2023
Dia Mundial da Saúde
Ler Mais